| Maria do Socorro-Presente! |
| Aula do Prof Ronaldo Lima Lins No HCTE/UFRJ |
| Maria do Socorro-Presente! |
| Aula do Prof Ronaldo Lima Lins No HCTE/UFRJ |
| Manifestação no CEPG-UFRJ |
Desnecessário apresentar Ronaldo Lima Lins.
Ronaldo, professor, diretor da Faculdade de Letras, amigo, poeta, escritor, intelectual e político. Facetas que compõem um homem que não se limita à estreiteza unidimensional.
O Movimento Universidade Crítica manifesta seu apoio ao movimento pela emerência do Professor Ronal Lima Lins.Sua emerência, até agora não encaminhada pelo seu departamento de origem, representa muito mais do que uma justíssima homenagem e reconhecimento do valor da sua belíssima carreira como professor da Faculdade de Letras da UFRJ.
Sua emerência, solicitada num abaixo-assinado com mais 800 assinaturas, muito além de possibilitar a continuidade do seu importante e necessário trabalho na UFRJ,materializa a continuidade de um projeto de universidade plural, onde idéias conversam e não são caladas pela força.
Somando-se ao Movimento ao Mestre com Carinho o Movimento Universidade Crítica apóia e luta pela emerência do Professor Ronaldo Lima Lins.
A conquista de sua emerência simboliza a defesa de um projeto de universidade plural, que não se curva a força imposta, autoritária e por isto medíocre. Representa muito mais, representa o sonho maior da necessária e permanente construção e manutenção da UFRJ como um espaço de livre pensar. Método, este sim, adequado para produção de conhecimento e a serviço de uma UFRJ plural,pensada como espaço de reflexão e não de opressão.
A grande recusa hoje
“O movimento começou muito inocentemente... como um
movimento pela reforma universitária”
Barbárie, destruição e omissão é o retrato da sociedade brasileira.
Refletir sobre o papel da universidade, em especial do seu potencial para atuar como pólo irradiador de reflexões e transformação é exigência primeira. .
“Mesmice e repetição sem criatividade”, nos acusará a maioria dos professores e intelectuais que ocupam cargos na universidade pública brasileira. “Arroubos” tardios da juventude. Acusação daqueles que, por opção ideológica, e não por ignorância, preferem a omissão e a passividade.
Lutar para colocar a universidade a favor da transformação social é nossa opção e mais, nossa obrigação. Luta antiga, tão antiga quanto a história da universidade na América Latina. O Manifesto de Córdoba, escrito em 1918, quando estudantes argentinos lutavam por mudanças na universidade, de impressionante atualidade, é claro:
…. “Las universidades han sido hasta aquí el refugio secular de los mediocres, la renta de los ignorante, la hospitalización segura de los inválidos y- lo que es peor aún-el lugar en donde todas las formas de tiranizar y de insensibilizar hallaron la cátedra que las dictara.
Las universidades han llegado a ser así el fiel reflejo de estas sociedades decadentes que se enpeñan en ofrecer el triste espectáculo de una inmovilidad senil. Por esto es que la ciencia, frente a estas casa mudas y cerradas , pasa silenciosa o entra mutilada y grotesca al servicio burocrático”.(Parte do Manifesto de Córdoba-1918)
Esta é nossa história; séculos de dominação ignorados ou tratados com subterfúgios. Dominação que, quando considerada como categoria analítica, é tratada com o enfoque de uma vassalagem cultural e despreza determinações históricas e sócio econômicas.
Quase um século depois do manifesto de Córdoba, nossas universidades continuam como sólidas colunas de sustentação de uma sociedade desigual, dependente e exportadora, novamente, de insumos primários e criando modelos desenvolvimentistas pautados na ótica de uma sociedade capitalista.
A universidade, assim, muda apenas de forma; reformatada para atender o novo modelo de sociedade capitalista pautada no desenvolvimento tecnológico.
Pretendemos iniciar, mais uma vez, um movimento pela grande recusa.
Esperamos que se espraie em uma onda humanizante e ilumista pelas universidades públicas.
E, quem sabe, neste novo momento da história, possamos materializar a grande recusa e contribuir para real transformação da sociedade brasileira.....
“...... então rapidamente, houve o reconhecimento de que a universidade é afinal apenas uma parte da sociedade mais ampla, do establishment.....
... É um protesto total, não só porque certamente foi deflagrado por um protesto contra males específicos, contra falhas específicas , mas ao mesmo tempo por um protesto contra todo o sistema de valores, contra todo o sistema de objetivos, todo sistema de desempenhos exigidos e praticados na sociedade estabelecida
Em outras palavras, é uma recusa a continuar aceitando e a se conformar com a cultura da sociedade estabelecida, não só com as condições econômicas, não só com as instituições políticas, mas com todo o sistema de valores que eles sentem estar apodrecido no âmago.
(Hebert Marcuse -Fala aos Estudantes- A grande recusa Hoje)
MOVIMENTO UNIVERSIDADE Crítica